terça-feira, 31 de março de 2009

"Disaster Movie", faz juz ao nome =P

Bom, há imenso tempo que não "posto" (estes americanismos adaptados a português são tão giros =P) nada, mas hoje lembrei-me de partilhar com o mundo (pretensiosismo à parte) um filme que recomendo vivamente a todos, que não vejam! =P

Uma comédia é sempre uma boa ideia, para aliviar o stress e relaxar. Como a net ilimitada traz algumas vantagens óbivas (o disco cheio de filmes, por ex =P), decidi ver o "Disaster Movie". Big mistake... Dentro da mesma onda dos Scary Movie (1, 2, 3 e 4 lol), do Date Movie, do SuperHero Movie e afins terminados em "movie", é um filme que goza com outros filmes e personagens famosas, tentando criar e manter uma certa coerência, num enredo leve. Não que os outros sejam particularmente bons, mas este é particularmente mau!

Vamos lá à história então, um rapaz sonha que a Amy WineHouse pré-histórica (muito mal interpretada) lhe diz que o mundo vai acabar num determinado dia. De volta ao futuro, e nesse mesmo dia (do tal fim do mundo), acorda com a namorada ao lado (que incrivelmente também se chama Amy), que acaba a relação com ele nesse mesmo momento, porque lhe diz que o ama, enquanto ele lhe responde que "gosta dela". Como são coisas diferentes, ela sai porta fora e só se vêem na, incrivelmente parva, festa de 16 anos dele (que já tem 21, mas coitado, nunca teve uma festa de 16 anos...). Discutem novamente e separam-se. Entretanto começa o fim do mundo e tudo gira em volta do regresso do moço à amada, para a salvar (ela trabalha numa galeria de arte e caiu-lhe uma estatua egípcia em cima!)...

E pronto. É isto, engraçado? Não me parece. Pelo meio aparece uma juno, o kungfu panda, a carmen electra a fazer dela mesma, a miranda, a carrie, a samantha, a charlotte, aqueles esquilos enervantes de um filme de animação, uma princesa vinda do esgoto, o hancock, os high school musical, a Jessica Simpson, entre outros... De salientar a interpretação e desenvolvimento da personagem, de uma forma inteligente e muito próxima da personagem verdadeira!

Mas se têm dúvidas, vejam =P Depois não digam que não avisei! =P

Até a próxima!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"The Curious Case of Benjamin Button"


O que é que acontece quando alguém nasce fisicamente velho e morre fisicamente novo? Parece muito contraditório, mas está relatado de forma brilhante no "The Curious Case of Benjamin Button".

De facto, um filme impressionante. Dos mais marcantes que já vi. Benjamin nasce com aparência e saúde de velho, é abandonado aos cuidados de uma daquelas mães, que nasceram para ser mães, e cresce. Descobre o mundo, as alegrias, as tristezas, apaixona-se, sofre, tudo isto enquanto o seu corpo fica cada vez mais novo... A sua vida cruza-se com a de Daisy. O grande amor da vida dele. Que ficará com ele até ao fim. Em síntese, uma belíssima história de amor, ainda mais bela por ser contada "ao contrário".

Recomendo vivamente a todos que vejam o filme. Não só pelos brilhantes desempenhos e guarda-roupas, como também pela impressionante caracterização e deslumbrante história, mas principalmente pela lição que daí se retira: a implacável acção do tempo, para a frente, ou para trás...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Crime?

Estará tipificado na lei portuguesa, como crime, dormir até as 6 da tarde? =P

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Paixão

O conceito é conhecido por todos. Sabemos que estamos apaixonados por alguém quando estamos sempre a pensar nesse alguém, quando o ou a desejamos muito, quando há necessidade quase física da sua presença, quando queremos tocar-lhe ou abraça-la. São as famosas borboletas no estômago a atacar em força!

Mas e depois da paixão? E como é que ela vem? Como é que vai? Como é que a distinguimos de um entusiasmo inicial? Quando é que ela evolui para amor?

Genericamente, uma relação começa, ou deverá começar, com uma paixão, evoluindo naturalmente, com a convivência, para o tal Amor. Mas e quando isso não acontece? A paixão valeu por si só? Podemos viver apaixonados eternamente? Podemos viver com uma pessoa sem a desejar ardentemente? Serão o amor, a ternura e o companheirismo as reais bases de sustentação de um relacionamento sério? E se temos isso tudo com alguém, mas começa a ferver-nos no sangue uma paixão por outro alguém? Devemos arriscar tudo?

Mas e quando, pelo contrário, deixamos de acreditar ser capaz de sentir paixão? Quando ninguém nos entusiasma suficientemente? E se as relações são encaradas numa perspectiva quase matemática, cheias de prós e contras?

A paixão é uma constante na nossa vida, vem e vai sem explicação aparente, e duvido que possamos viver sem ela. Porque, em ultima instância é ela que nos impulsiona a agir, é ela que nos dá vida, é ela que nos faz sorrir de forma mais espontânea e sincera. Por isso, a paixão fará sempre parte de nós, e geralmente é quando não a procuramos que mais rapidamente a encontramos

A intensa, forte, ardente, fugaz, Paixão!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Empregados Lentos!

Desengane-se quem pensa que empregados lentos são característica de um país, ou região. Eles estão em todo o lado. Em todas as empresas. Em todas as áreas! A minha viagem por terras de sua majestade foi disso óptimo exemplo.

Ora, numa loja bem conhecida por estas bandas, um rapaz, chamado John, ocupava a única caixa que estava aberta naquele momento. Dirigi-me à caixa para pagar. Já tinha observado o dito John, a atender outros clientes, e tinha ficado com a ideia de que a lentidão reinava por ali. Mas também não tinha grandes hipóteses. Levava apenas uma peça de roupa.
O John cumprimenta-me de forma simpática. Sorri. Agarra na peça que coloquei em cima do balcão e começa a saga!
Primeiro procura vagarosamente o alarme do casaco. Não está perto dos bolsos, não está na gola. Não está no cinto. Olha para mim. Sorri. Continua a procurar. Está na manga esquerda, perto do punho. Tira o alarme. Durante o processo amarrota bem o casaco. Depois agarra-o pela zona do colarinho e começa a dobra-lo. E casaco para a direita. E casaco para a esquerda. Manga para cima, manga para baixo... Está difícil. Muito difícil. Estou quase a arrancar o casaco das mãos do John, mas detenho-me. Ele há-de safar-se. Passado alguns segundos, o casaco está dobrado. Falta agora o saco. E abrir o saco. E conseguir por o casaco dentro do saco. Mas depois o casaco desdobra-se. Recomeçamos tudo... Manga para a direita, dobra para a esquerda. Agora com muito cuidado lá se consegue colocar o casaco no saco. Finalmente!

Momentos de desespero para quem está do lado de cá do balcão. É um fenómeno recorrente, apesar de tudo. Ora, é lógico pensar que em dias de muita enchente se chegue a um ponto em que parece faltar energia para tudo. Até para ouvir os clientes. Mas num dia calmo, sem gente à espera. É estranho. É um facto que há pessoas simplesmente mais lentas. Mas tão lentas?

O atendimento ao público é sempre complexo. Ser atendido também nem sempre é fácil. São duas personalidades diferentes, com apetites, vontades e humores diferentes! Há funcionários pouco eficientes, chatos, carrancudos, antipáticos, simpáticos, rápidos, agradáveis e "neutros". De longe, o que mais me aborrece, enquanto cliente, é a lentidão. Antipáticos ainda é tolerável, desde que haja eficiência e rapidez. No fundo, quando procuro um determinado serviço espero que ele seja bem prestado e o mais rapidamente possível.

Mas, se todos somos clientes e se quase todos esperamos o mesmo de quem nos atende, porque é que tantas vezes há gente que foge ao esperado?

sábado, 4 de outubro de 2008

Queixas!

Passamos a vida a queixar-nos de tudo. Está demasiado quente, ou frio; é demasiado gordo, ou magro; é aborrecido, ou é light; está demasiado contente, ou demasiado deprimido; é demasiado caro, ou muito barato! E assim sucessivamente...

Na vida lidamos com muitas pessoas e realidades, e somos afectados pelas personalidades, atitudes e características destas, o difícil é, por vezes, saber lidar com tanta heterogeneidade. O eterno problema do que esperamos dos outros e do que os outros esperam, legitimamente ou não, de nós. Muitas vezes, demasiadas vezes, são realidades não coincidentes. E depois queixamo-nos. Discutimos. Exigimos. Mas teremos legitimidade para o fazer? Também no lo fazem. Mas haverá legitimidade para o fazer, em geral?

À primeira vista poderá dizer-se que não. Não podemos cobrar dos outros coisas, que nem nós próprios estamos certos de querer ou ser capazes de fazer, se estivéssemos na situação em questão. Mas é sempre mais fácil exigi-lo aos outros! Poderíamos ser mais justos e mais compreensivos em inúmeras situações.
No entanto, se não buscássemos todos pela nossa própria satisfação, em ultima instancia, por vezes quase de forma egoísta, provavelmente o mundo não existiria como o conhecemos. Estaria em inacção. O acto passaria a ser o não-acto. De facto, tal como refere Adam Smith na sua Teoria da Mão Invisível (de cariz essencialmente económico, mas de aplicação mais lata), na prossecução egoísta do seu interesse individual, o homem contribui positivamente para o bem social, na maioria dos casos. Em suma, da luta individual surge o equilíbrio colectivo.

Assim, deveremos provavelmente ponderar o nosso nível de exigência para com os outros, mas, na verdade, não deveremos (nem conseguiríamos) aboli-lo!

domingo, 28 de setembro de 2008

O "bicho"

Vivemos a maior parte da nossa vida a correr de um lado para o outro. Preocupados com o que temos que fazer hoje ou amanhã e com as consequências do que fizemos ontem. Projectos, objectivos, lutas, tristezas, alegrias e afins enchem a nossa vida e dão-lhe um ritmo, mais ou menos acelerado. No entanto, há momentos em que somos obrigados a parar. Não nos é dada opção. O ritmo frenético tem que abrandar.

Uma das coisas que nos exige um momento de pausa (ou um momento de outras preocupações) é a descoberta de que um estranho entrou na nossa vida. Um "bicho", que entrou na nossa realidade e tomou um lugar, de onde não o podemos tirar. E o que se sente quando esse "bicho" nos ataca? Porque é que fomos atacados? O que fazer?
Dá-se, então, uma real mudança de prioridades. Começamos a olhar para coisas que até à data nos passavam despercebidas, começamos a valorizar coisas que nem sequer sabiamos que existiam!

Realmente importante é poder olhar em volta e "ver" que há muitas pessoas que nos amam, mesmo que nunca o tenham dito, ou que nunca tenhamos tido tempo para pensar nas suas acções e delas inferir a existência desse sentimento. No momento em que nos apercebemos disso temos a primeira arma com a qual lutar. E não há dúvida de que com uma boa dose de amor, coragem e alguma sorte, tudo se ultrapassa! Resta então aprender com a experiência e aproveitá-la como "motor de crescimento" individual.

Tudo isto para dizer que te adoro imenso e que foste, és e serás sempre uma pessoa super importante na minha vida. Tenho orgulho em ter-te a meu lado, mesmo que não fisicamente. Por isso, muitos Parabéns e não te esqueças que, por ti, e por nós, vais derrotar o "bicho"!